Saturday, May 19, 2012

Hérnia Maria Escoliose fria Tia hepatite



Meu mestre, só tu eu tenho agora.
Olhai por mim que sou igual a ti
Tu sabes o quanto somos gêmeos
O quanto somos fortes e magros
Lança tua flecha contra o meu coração
Depila-me das mentiras cabeludas

Não tenho mais músculos ou vértebras que suportem tudo isso pelo qual me importo
Escuta meu clamar infantil
Peço com o poder da solidão plena o teu abraço social
O teu calor maternal e lactante

De tudo tentei, mas, queres-me calado.
Contudo embriago-me
E ameaço escolher um caminho
Ah... no dia em que eu me ouvir...
O grande dia em que escolherei e terei opinião

Ó grande dia

Sunday, May 06, 2012

Livramento



Ó profunda dor da insegurança
Aflição da espera de uma notícia inesperada
Frio na alma e tristeza em cada sorriso
Será que atingirá o alvo o projétil que disparei?
Livrai-me ó Deus de uma mente culpada
Que se arrebentem os grilhões da consciência
Cobre-me com o manto de luz e tranquilidade
Protege-me de mim, ó supremo observador.
Afasta o mal que abraço
Mate-me se for a única via
Para que minhas palavras frias não causem mais feridas
Que o poder da poesia e da música me proteja
Assim seja

Friday, April 13, 2012

Fórmula poética

‎(d)Deus- (s) "E"u.

Lan house

Não sei o que acontece comigo
Esse que vos fala é o prelúdio da grande transformação individual humana

Da grande transformação individual humana
Esse que vos fala
É o prelúdio

O mais fraco e caído de todos
A reunir forças esquecidas para o grande giro

Sim, muita dor causarei, principalmente a mim.
Sim, morte rápida terei e de emoção hei de chorar.
Sim, é de você mesmo que falo.

Na mosca!
Na boca!
No rosto!
No curto intelecto!
No cu!

Perdão, se minhas palavras são inconvenientes.
Mas, o que posso fazer? Sou tão magro que não dá tempo de filtrar minhas toxinas...
Entenda-me

(d)am
-
me

Thursday, March 22, 2012

Suíte para um mente cansada

A mudez do grito salto dos olhos
Olhos que sorriem contristados
Os ouvidos estão calados e poéticos
Violinos me desejam com fogo

Todos os compassos e famílias
Bocejos e suspiros aliviados
O mal me aconselha
Concordo sem culpa

Da morte sempre quero o mais profundo efeito
O perfeito conselho
A calma que invade minhas vidas
Por um milésimo de segundo
Entendo todas as línguas humanas
Eu fumo papel!

Cabelos que eriçam a carne

A mudez do grito salto dos olhos
Olhos que sorriem contristados
Os ouvidos estão calados e poéticos
Violinos me desejam com fogo

Tuesday, March 20, 2012

Blues de si para si

Você foi dor
Tirou o meu sono, não relaxei.
Disse que eu me amar não sei
Tirou minha pele e me humilhou

Fiquei tão forte
De te ouvir tenho raiva e sorte
Saí da cama e levantei
Atirou a verdade e levitei

Sem mais entraves
Você novamente salvou o desastre
Ao qual minha vida se encaminhava
Não sei por onde eu mais andava

(Refrão)

Ai, que disciplina...
Que menina tão linda
Estou grande, calmo e lúcido.
Voltei a terra, desci do púlpito.

Vem, me exemplifica.
Sou menino, não entendo da vida.
O meu corpo está sossegado
Minha alma recebeu meu abraço

Sunday, March 18, 2012

Ave drama

Vendo as luzes da cidade em movimento
Descubro-me com sorte por ainda ser jovem
O mesmo sentimento quando criança
Balança agora novamente em meus olhos

Aos poucos vou me dominando
Tentando novos lugares descobrir
Encobrir a má sorte
Com passos rápidos que irei cumprir

Venha depressa ó dama nua
Drama minha vida de paz latejante
Pulsando sem medo e saudavelmente
O coração comovente

Forte como o vento seja o ventre que abriga
Amiga das estrelas e sua calda de luz

Traduz

Raios que alimentam
Manto que agasalha
Mantra que agrada

Tuesday, March 06, 2012

Gotas suicidas

O domínio sobre mim
Algo que a muito perdi
Em que momento eu te dei
Eu não sei

Sei que agorá me corrói
Não ter escolha ou opnião
Os amigos do coração
Saudade e culpa que destrói

Os pulmões, os músculos , a família.
Eterna cobrança que aniquila
Viciosa fumaça consumindo os pensamentos
Mobília cancerígena que alenta meu desalento

De súbito uma rebelião interna eu começo
Plantando auto-amor e aprovação
Vou pouco a pouco minando o que destesto
Chorando quando fraco e sem próprio perdão

Eu te perdoo, ó interno “eu”!
Cada obscuro e nojento segredo teu
Saiba que só contigo poderás contar
Nesta vida insana que escolheste trilhar

A luta contra o cigarro, a busca.
Abusa minha paciência, acusa.
Fumaça que minha mão tomou
Entre os dedos e até a boca levou

Sai do meu respirar ó feio cão!
Tu és e sempre serás um mau presságio
Enganando-me, picando no sangue ilusão.
Nunca mais pagarei teu estranho pedágio

Saiam de mim ó vícios loucos
Todos os três que aqui citei
Gritarei até explodir em silêncio rouco
Todos os males que eu em mim causei

Thursday, February 23, 2012

Frontal

Quando acordo chato sempre acho
Que é essa minha forma certa
De enxergar cá do meu lado
Passo largo de cansaço
A camisa eu amasso
A minha vista eu embaço
A comida me vomita
A vida é grande embaraço
Quando penso num abraço
Um sorriso ameaço
Mas vem logo o não-contato
Mordo feito lobo mato
Mato mato mato
Mato mato

Wednesday, February 22, 2012

Pedido humilde ou aflitivo

Será meu deus que é dos planos teus a minha libertação?
Alma na lama mergulhada
Afogada pelo peso do fogo
Do inferno parte minha prece
Que se apresse o socorro
Dói o coração

Livra-me de mim
Apegos dos meus desejos
Do desespero que cultivo
Semeado pelo que vivo
estou no estopim

Esse corpo quer sanar
A doença na mente criada
Como chuva derramada
No meu corpo atômico
Na minha existência celular
Do meu nascer cômico

Monday, February 13, 2012

Sábado

Tanto pano branco
Arranco um fio de linha

Tinha que ser algo grande
Quando aqui a pergunta
Não esclarece parir

Sem morrer sem ter medo de te ter
Sem querer abraça o som do calado

Um, dois, três, têm vezes seis.
Parece um outro mundo

Vem você, vem conosco entender.
A despesa que é tão aprender.

Amarrado, calado, envergonhado.
Outra rima para a alma tão tímida

Tuesday, February 07, 2012

Flocos

Todo homem precisa do claustro voluntário e da solidão
Longas caminhadas em total silêncio
Sem telefone, sem pensamento.
Cada vez menos, mas com mais intensidade.
Até finalmente chegar em si mesmo
Não pense, meu irmão, que eu adormeci.
Logo virá a explosão
Quando se quer demais algo
O ego do algo foge
Com vaidade e medo
Mas do que se falava mesmo?
Eu não sei.

Tuesday, January 24, 2012

Mãe gentil

Ai meu desgoverno ameaçando a minha gente tão carente
De um sossego merecido toda hora, todo dia, todo ano.

São sempre os mesmos enganos
Só me engasgo
Se engolir eu rasgo

Resta lutar
Acabar com a gorda festa
Entortando a coluna tão corcunda do país

País extremo em tamanho
Em desigualdade de riquezas e caráter
Dos patronos párias da putrepátria

Os filho deste solo partem
Procurando educação
Já que em casa não tem não

Salve salve-me
Brasil!

Tuesday, January 17, 2012

Chistoso

Parece-me que no final das coisas
Da duração do tempo de tudo
Existe uma absurda e rídicula falta de sentido
Menos no humor
Que ri do não sentido das coisas

Este merece o meu respeito
Este que dissolve
O medo, a raiva, a tristeza, a saudade e tudo o que é extremista.
Que consegue o mais pessimista ministrar um breve sorriso
E por dentro de si debochar da própria e inútel seriedade

O humor que aqui falo é do figurado
Não dos líquidos fluidos dos corpos organizados
Falo do espirituoso e irracional
Que faz os mais populares sábios se curarem dos seu males
Que faz os mais eruditos males abraçarem os ilustres e civilizados

Eu poderia terminar aqui com um “vamos rir!”
Ou coisa pior ainda assim
Mas isso seria muito sem graça
E total falta de respeito pelo que mais mostrei esmero
Desespero todo que só espero

Monday, January 16, 2012

Hauptbahnhof

Café, açucar, creme.
Porto, luvas, leme.

Roupas pesadas, engraçadas.
Asfalto congelado
Dedos sem tato
Na pisada escorregadia
A loucura da madrugada me assalta
Derramando entre a cortina o dia
Resfriando minha alma tão menina

Quanto sono esse frio incita?
Alagando minha mente de neblina
Quanto incomodo a perfeição excita?

Não chego mais atrasado
Não olho de lado
Sigo em frente
Pareço gente
Se eu não gostar do prato
Eu chamo o gerente
Reclamo do som
Que está muito alto
Desse jeito assim
Fora do tom
Não me deixa dormir

Já sou um homem feito
Mereço respeito
Tenho direitos
Cabelo nos peitos
Não sou mais o mesmo
Guardei os brinquedos
Nunca vou vê-los

Wednesday, January 04, 2012

Fome de cola

Como faço quando?
tantos anos de luta em vão...
Na contramão de mim.

Agoro realmente posso saborear as palavras
Mas não quero ter isso como exemplo para minha vida
Provar de outros nomes para valorizar os que me pertencem
Preciso realmente me afastar
Mas para onde vou levo meus problemas
Eles parecem até mais forte quando ganham a liberdade do ar
Eles ficam atrevidos e inconsequentes
Quentes e descontentes

Amanhã darei o terceiro passo de dois já trilhados em direção ao sossego
Algo que nunca veio para dentro de mim
Ta querendo ao menos um fim de semana vir me visitar
Eu sou só casa vazia pra você, sossegado sentimento.
Pode vir, se instalar, cozinhar, dormir, e quem sabe para sempre ficar.

Não sei...
Vá logo!

Uma hora ou outra não conseguiríamos mais a convivência
Talvez seja muita incoveniência você passar mais de um mês
Trate de arrumar as suas malas e me deixar com minha ansiedade...

Parece que é esse o meu dom
A minha beleza
A minha tristeza
A ânsia absoluta de crer em tudo e desconfiar de todos.

Medico-me...
Medito e...

Vedatrui-te ó falco jonquio!
Que tua desbiante panalmera nos enalteça
De cercas e dertiões

Quando ofundarlhes os áncrios pêrssos
Peço que se esfile de galbiaduras
E tusos e frios fustões.

Tuesday, December 13, 2011

Figura em forma de estrela e vazada no centro

Tudo muda
Não termino mais o dia com um boa noite
Nem termino a noite com um bom dia

Assim me volto pra mim
Nada cura
Pra mim me volto assim

Que este abandono ao menos traga minha poesia
Melodias depois de uma insolação
Toda a potência que as canções encerram

Tragam o cheiro de onde eu vim
Onde sempre fui guia
E nenhuma muleta de ouro poderá ser adorada

Thursday, December 01, 2011

O mar no claustro

Sorriso abrupto
Que escarnece o mundo
Suspiro imoral
Que de mim ofega

Como pode pele?
Como pode deitar?
Me esfregar os desejos na cara
Me deixar de cara no chão

Ó solidão que me esfaqueia
Que esperneia e me faz mendigo
Que jorra meu suco como aperitivo
Das almas excitadas que nos enganam

Das damas perigosas que nos inflamam
Amam, reclamam, maldizem.
Ai essas meretrizes...
Ai sargaços beira-mares.

Aprendendo

Voltando do trabalho
Passando ao lado da praça da maconha
Beirando a conde da boa vista
Passa a criança e sua mãe
E diz:

Miguel começa com Mi!
E continua a saltitar
E eu preocupado com contas a pagar
Que vergonha senti
É tudo tão simples...
Miguel começa com Mi!

Thursday, November 24, 2011

Inconfundível

Nem os disco nem os charutos
Nem as crateras brilhantes
Das antigas atmosferas tênues
Hoje tão densas
Tida como absurdo
Nada disso
Nem política com terra no gosto
Nem lua
Nem face oculta

Toda essa pequena ferida abrangente
Não fere minha gente que é quase incorpórea
Que vem com gigantes olhos
E desejos desconcertantes
Que vem com pensamentos brilhantes
Que a todos apavoram

Essa casa é minha agora
Deixa eu mandar no que aflora?
Vamos todos embora?
Para os clarões dos mundos distintos

Instintos de olhos amarelos
Répteis férteis que acasalam
Com nossas lindas vaquinhas
Com nossos menininhas

Tuesday, November 08, 2011

Desconectando-se

Podem ser essas as minhas últimas palavras
Não sei que qualidade de catástrofe da minha vida fez sua tenda
E nela habitou
Ó Deus! Sei que me sondas...
Mande umas de suas sondas extra-carne para desfazer o nó dos demoníacos marinheiros suicidas
Preciso de uma vez receber a bonança pós-tempestade prometida pela lógica humana
Chega de dilúvio

Façamos um arco da aliança com mais cores que o primeiro
Se me ouve, elimina com tua espada de fogo e pimenta este tumor que cresce.
Atraindo todo tipo de ser que do podre da carne se alimenta

Estou farto

Fome tenho de sorrir sem culpa
De escutar lindos hinos eufóricos e danças com a inocência de uma criança
Já conheci por demais os olhos sem alma do universo

Basta!

Preciso de descanso
Corte agora minhas doentes extensões
Ó Deus da infinita distância
Aquele que ouve e não responde
E quando responde o faz em línguas estranhas
Faça-se entender de uma vez para mim
Eu estou aqui!
E te desafio cada dia com menos força física

Desnutrido
Deprimido
Comprimido
Diminuto

Friday, October 21, 2011

Maranatas, maratonas e cemitérios.

Você que me pede tanto sentido
O que posso te dizer?
Sentido!
Descansar...

Aqui sou mestre
Mesmo tão medonho e abortado
Ainda mando no meu cheiro
E no teu

E no legado que deixarei pros filhos
Que já tenho!
Em constelações do universo sonoro
Embriagados da minha linda língua
E grossa terra natal caruaruense

Isso soa tão circense...
E circense me soa tão cult...
Ai jesus...
Não sou assim.

Agora sim

Wednesday, October 19, 2011

Suíte eternária

Está acabado
Minha relação com o mundo acaba aqui
Acordei como sempre atrasado e desta vez maculado com os atos e o tempo
Recife numa quarta-feira nublada e insossa
Mais parece o meu cérebro em revoltoso abandono
A certeza senta-se do meu lado direito deixando-me irrequieto
Aos poucos vou me acomodando e aceitando esta nova condição

Depois de Hoje minhas palavras correrão para todos os lados
Mas nunca mais em direção de um único ouvido.
Cumplicidade tamanha é ter direção certa
É risco desnecessário
Tanto ouvi por ser reto e tão ferido fui que minha caneta tremeu

Resta agora ela se manifestar no breu dos mais úmidos brejos
Cantar junto aos sapos
Dar de beber aos pernilongos
Contemplar a manifestação do fogo fátuo

Na mais bela e isolada suíte das danças febris
A fantástica giga das pausas e suspiros
A elegante sarabanda das formigas fofoqueiras
Os causos exagerados dos que falam alto.
Sempre ternários

Thursday, October 13, 2011

Natureza mundana

Leite grosso que escorre nos gordos lábios
Sinal exposto, sinal que estás disposta.
Te pondo na mesa como um fino prato
Te abro e te corto como num refinado ato

Quero teu choro de raiva por tamanho prazer
Ódio de nunca ter
Toda hora o que esta hora te assaltou
Tamanho horror...

Acordou em ti a perdição!
Este é meu presente homeopático
Cada gotinha do meu feliz braço
Que salta das pernas sem atraso ou pressa

Depressa uma massagem!
Uma paisagem de sons
Um acorde carinhoso
Um toque sutil e plástico

Wednesday, October 12, 2011

Doze de outubro

Aqui pela noite em pleno feriado da santa do país
A família espalhada pelo mesmo
Eu num sofá verde e repaginado
Renumerado e em total ordem

Este sofá é uma publicação científica
Bebo, escrevo, trabalho, durmo, acordo.
Não sei se estou de acordo
Com a minha vida e com a decoração do céu da cidade
Nem com o cinzeiro lotado de minha energia vital
Com cores da bandeira italiana e não me pergunte

Minha bengala é um óculos
Meu colete a prova de provas é um boné
Quase me levanto pra fazer flexões
Mas meus músculos de músico gostam de meditar
Só se mexem em busca de prazer
De tocar e de tocar

Sunday, October 09, 2011

Tolinho

E eu aqui no auge da idade como um tolo romantizando tudo
Crendo, como crédulo que sou, que mesmo trágico o fim é belo.
Jurando que amor paga contas
Que vontade traz conquistas
Que ser justo atrai boa sorte
Tolinho...

Wednesday, October 05, 2011

Indiosos

Não falem assim comigo, senhores acadêmicos...
Fico triste...
Não passo de um menino menstruado
Sangrando todo mês luas arbitrárias

Não venham elogiar os detalhes do retalho
Tanto me esforcei pra um juízo final
E só recebo flechas de índios cultos
Perfurando-me de cobranças e pendurando diplomas em minha carne
Juro por meu olho que não rimarei com arde
E nem com tarde
Não gosto dessas formulas terminais
E se o fiz, não foi de bom grado.
Abraço!

Sunday, October 02, 2011

Beba-me

Não passo mesmo de um demônio
Da porra incontrolada
Da mais linda devassidão
Serpentiando nojentamente
Viscosa carência
Cheia de demência

Veja quando quanta bobagem agiu depois
Pois assim parece que um chicote me pegou
Mas tudo que é vil sempre me salva e me alivia
“Pois” e “mais” sempre me envirgularam de vírgulas e Virgulinos

Amassam meus papéis virgens
Minhas filhas frescas
Minhas frutas
Não beba!
Te matarei
Gargalhadas.

Monday, September 26, 2011

Cadeira vermelha

A influência das cores
Das roupas e adereços
Um endereço bem localizado

Uma cadeira vermelha
Tudo parece mudar
O timbre, a voz, o andar.

No meu semblante não tem mais lugar para olhares distantes
De óculos escuros eu me sinto seguro
Falo mais alto quando escovo os dentes
Meu pente tenta me deixar mais belo

Este é o elo que falta para que meu feio desejo possa se manifestar
Com as roupas mais caras, um punhado de amigos, e meu sapato novo.
E no fim de semana um bolso generoso

Um banho quentinho
Um sonho mesquinho
Riquinho, riquinho.
Oxalá!

Tuesday, August 23, 2011

O chamado



Pare de beber
Pare de fumar
Pare de querer sofrer assim
Pare de chamar o mal pra vir morar
A sua vida não é tão ruim

Não queira mais tomar remédio para rir
Não queira mais brigar por um vil festim
Com a chuva preta, com o sol alegre.
Faça o seu dia parecer leve
Tente se alimentar, dormir e relaxar.
Não deixe o seu dentro entrar em greve

Mas se isso não servir, só resta se despedir.
Reze para alguém por você reze
Pague para alguns sempre lembrar de ti
se continuar correndo tanto risco assim
Se continuar morrendo
É questão de tempo